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Vinil
13/01/2017

Simon & Garfunkel

Enquanto lê o post abaixo, ouça os grandes sucessos de Simon & Garfunkel clicando aqui.

Simon & Garfunkel foi uma dupla norte-americana de folk/rock composta pelos cantores e compositores Paul Simon e Arthur Garfunkel, que se tornaram conhecidos pelas harmonias vocais e passaram a figurar entre os artistas mais populares da década de 1960.

Eram jovens crescidos na comunidade judaica de Nova York e se uniram em torno da música ainda no ensino médio – quando a dupla tinha o nome Tom & Jerry. A parceria se tornou mais séria em 1964, quando foi lançado seu primeiro álbum pela Columbia Records, Wednesday Morning. O trabalho tinha a sonoridade acústica folk, com alguma inspiração nas canções de Bob Dylan, e letras quase sempre narrativas, cantadas pelas duas vozes em uma harmonia polida. Como o disco vendeu pouco, Paul Simon foi tentar a sorte no circuito folk inglês.

Em 1965, a gravadora relança The Sound of Silence, uma das faixas de Wednesday Morning, com acréscimo de guitarra elétrica, baixo e bateria – dando, assim, uma roupagem híbrida de rock e folk para a música. Essa versão atingiu o primeiro lugar das paradas dos EUA e foi também a faixa-título do álbum seguinte.

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O terceiro trabalho, Parsley, Sage, Rosemary and Thyme foi lançado em meio ao clima anti-guerra que pairava sobre a juventude norte-americana em 1966. O nome foi retirado de uma canção popular inglesa adaptada a uma composição de Paul Simon, que se transformou na bem sucedida Scarborough Fair/Canticle.

Bookends, de 1968, foi um disco essencialmente narrativo, em que havia um fio condutor entre cada música, e apresentava arranjos mais complexos e com mais instrumentos. No mesmo ano, Simon e Garfunkel contribuíram com diversas músicas para a trilha sonora do filme A Primeira Noite de um Homem (The Graduate), estrelado por Dustin Hoffman e Anne Bancroft, com destaque para Mrs. Robinson.

Em 1970, eles entraram em estúdio para gravar um novo disco, Bridge Over Troubled Water, que trazia os hits I Am a Rock, Richard Cory, America, The Boxer e Cecilia. Mas a concepção do álbum foi marcada por constantes desavenças, devido a diferenças artísticas entre ambos. A canção título foi um sucesso espetacular, e o álbum alcançou o primeiro lugar de vendas em diversos países, recebendo a certificação de platina óctupla da Recording Industry Association of America.

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Quando a música El Condor Pasa (antiga canção andina) estava bombando nas rádios, a relação de Simon e Garfunkel estava “indo para o brejo”. A separação da dupla veio em seguida, justamente no auge da carreira e com um disco recordista de vendas, o que foi um choque para os fãs.

Garfunkel tentou a carreira de ator, depois mudou-se para Connecticut, onde passou a lecionar matemática. “Eu tinha acabado de me casar e havia uma escola nas proximidades. Foi uma fase estranha, terminar com tudo no auge para me tornar um professor. Eu procurava conversar com os alunos sobre um problema de matemática, perguntar se alguém tinha alguma dúvida, e eles só queriam saber como eram os Beatles”, conta.

Simon continuou em carreira solo com muito sucesso. Em 1974, realizou uma turnê acompanhado de uma banda gospel e um grupo de músicos peruanos, mostrando seu interesse pela cultura de outras nações e gravando com artistas de vários países. Em 1986, retornou com o álbum Graceland – no qual fez-se acompanhar de músicos negros sul-africanos –, que lhe rendeu vários prêmios. A partir daí, sua carreira  ganhou novo impulso. No início dos anos 1990, gravou uma música e um videoclipe com o grupo Olodum, para o álbum The Rhythm of the Saints.

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Em 2004, fizeram uma grande turnê e estava tudo pronto para repetirem a dose em 2010, quando Garfunkel perdeu a voz. Ele sofreu uma paresia (perda de movimento) das cordas vocais, que quase o deixa mudo – o músico ainda tem dificuldades para alcançar notas mais agudas e lamenta não ter recebido apoio de seu ex-companheiro.

A dupla foi premiada com vários Grammys e foi incluída no Hall da Fama do Rock and Roll em 1990.

Pelo segundo ano consecutivo, em 2016 o vocalista Art Garfunkel, 75, foi eleito o “cantor mais sexy do mundo” pela prestigiada revista Glam’Mag, em sua edição de dezembro. Paralelamente, correu um boato de que ele havia falecido, mas foi apenas um passatempo criado provavelmente por algum desocupado.