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Vinil
01/11/2018

QUEEN

O início da banda remonta a 1968, quando Brian May, Tim Staffell e Roger Taylor formaram o trio Smile, em Londres. Staffell deixou o grupo em 1970, e May e Taylor conheceram Farrokh Bulsara – filho de indianos de ascendência persa – e o convidaram para ser o novo vocalista; só que ele achou melhor mudar seu nome para Freddie Mercury. Com a entrada do baixista John Deacon, estava formado o Queen.

Os meninos estudaram até o nível superior, mas preferiram a música. Freddie era formado em design, Roger Taylor em biologia, John Deacon em engenharia eletrônica e Brian May é PHD em astronomia.

O primeiro álbum da banda, Queen, saiu em 1973, seguido de Queen II e de Sheer Heart Attack (que teve repercussão mundial). Porém foi o quarto disco, A Night at the Opera, que lançou a banda ao estrelato. Mesclando influências de vários gêneros, o disco tem seu ponto mais alto na fusão do rock e a música clássica em Bohemian Rhapsody, de estrutura longa e complexa e que deu a Freddie a oportunidade de mostrar seu alcance vocal. O álbum recebeu boas avaliações da crítica e vendeu muito, embalado pelos hits Love of My Life e You’re My Best Friend.

Em 1976, A Day at the Races trouxe músicas mais pesadas, como Tie Your Mother Down, além do clássico Somebody to Love. No ano seguinte, News of the World emplacou We Will Rock You e We are the Champions, com um desempenho extremamente positivo nas paradas, tornando-se uma espécie de hino para eventos diversos.

A cada álbum, o lado comercial do Queen soava mais evidente, o que aumentava seu sucesso, e em contrapartida embasava críticas acerca de seu trabalho. The Game mostrou um Queen envolvido pela música eletrônica misturada a muito rock n’roll, trazendo Play the Game, Another One Bites in the Dust, Crazy Little Thing Called Love e Save Me, sucessos que conquistaram uma nova leva de fãs.

Convidados pelo cineasta Mike Hodges, eles fizeram a trilha sonora de Flash Gordon, filme baseado no personagem das histórias em quadrinhos de Alex Raymond, lá dos anos 1930.

Num dia de ensaio, David Bowie deu as caras e os instigou a criar uma música juntos, e de um riff de contrabaixo surgiu Under Pressure, o maior sucesso do álbum Hot Space. Foi uma grande surpresa quando o mundo todo ouviu esses mesmos acordes, tempos depois, surrupiado numa música do rapper branco Vanilla Ice.

O álbum The Works, de 1984, mostrou que todos da banda podiam compor com qualidade, a prova está em Radio Ga Ga (do baterista Roger Taylor) e I Want to Break Free (do baixista John Deacon). O trabalho marcou a fase de maior repercussão do grupo, quando jornalistas especializados não perdiam a oportunidade de alfinetá-los. “Para a imprensa, se nós fazemos rock pesado estamos imitando o Led Zeppelin, se fazemos mais dançante estamos copiando os Beach Boys. Quem pode levar esses caras a sério?” – desabafou Freddie Mercury.

A Kind of Magic é o décimo segundo álbum de estúdio e baseia-se na trilha sonora que fizeram para o filme Highlander. Na sequência veio Live Magic, o segundo disco ao vivo, com a maior parte tirada do show de Knebworth de 1986, o último que o Queen fez com Freddie Mercury.

No ano seguinte, Mercury foi diagnosticado com o vírus HIV, mas ele manteve segredo. Lançaram The Miracle, que estreou no primeiro lugar no Reino Unido, considerado por muitos como o melhor álbum da banda em dez anos. Quando o grupo foi receber o Brit Awards, Mercury estava com a aparência muito modificada. Com uma roupa folgada, cabelo ralo e barba espessa só fizeram aumentar as especulações de que o vocalista estava doente.

Freddie sentia dores constantes, mas dentro do estúdio havia uma espécie de proteção, e ele podia aproveitar o que mais gostava de fazer. Às vezes, isso durava poucas horas devido ao cansaço, e quando não conseguia ficar em pé, costumava se apoiar em uma mesa e tomar vodca: “Vou cantar até sangrar.”

Ele ainda fez parte da gravação do álbum Innuendo (que trouxe a canção The Show Must Go On), mas faleceu em 24 de novembro de 1991. E ocorreu uma infeliz coincidência para os amantes do rock, pois no mesmo dia nos deixava também o baterista do Kiss, Eric Carr. O último gesto de Mercury foi pedir que fosse lançado um single com Bohemian Rhapsody e These Are the Days of Our Lives e que os lucros fossem revertidos para entidades de combate à Aids.

No ano seguinte, artistas como David Bowie, Def Leppard, Elton John, Guns N’ Roses, George Michael, Liza Minnelli e Metallica se juntaram aos outros integrantes do Queen no concerto The Freddie Mercury Tribute Concert, realizado no estádio Wembley de Londres.

O último álbum com músicas inéditas do Queen, Made in Haven, foi lançado em 1995. Apesar de nunca ter oficialmente acabado, a banda se reuniu apenas para shows especiais, cujas apresentações traziam Paul Rodgers (ex-Free e Bad Company) no vocal. Fizeram turnês em 2005 e em 2008, e se apresentaram por aqui.

O Queen veio ao Brasil pela primeira vez em março de 1981, quando brindaram o público com dois shows em São Paulo e, em 1985, eles voltaram para participar da primeira edição do Rock in Rio. A apresentação reuniu cerca de 300 mil pessoas e a execução de Love of My Life entrou para a história como sua melhor versão, com o público do festival cantando toda a letra. Aliás, eles mesmos consideraram esse show como o melhor de suas carreiras.

Em setembro de 2013, o Queen convocou Adam Lambert (concorrente do American Idol) para fazer os vocais no iHeartRadio Music Festival. Em 2015, eles retornaram ao Brasil para comemorar os 30 anos do Rock In Rio, e o show com Lambert não foi decepcionante, mas a banda estava meio longe do que apresentava na época de Freddie. Mas vieram.

Agora é só curtir a playlist especial que criamos no Spotify, clicando aqui.