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Vinil
21/09/2017

Vinil – Pearl Jam

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Pearl Jam é uma banda que surgiu em Seattle na metade dos anos 1980, uma das fundadoras do movimento grunge juntamente com Nirvana, Soundgarden, Alice in Chains e Mudhoney.

Tudo começou quando o guitarrista Stone Gossard e o baixista Jeff Ament formaram o grupo Green River ao lado do guitarrista Steve Turner e do vocalista Mark Arm. Chegaram a lançar um álbum e um EP, mas se desfizeram em 1988 e Turner e Arm montaram o Mudhoney. Stone e Jeff juntaram-se ao vocalista Andrew Wood criando a banda Mother Love Bone. Logo após o lançamento de seu primeiro álbum o carismático vocalista morreu por overdose de heroína.

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Decididos a arrumar um novo cantor, gravaram uma fita instrumental que, por intermédio do então baterista do Red Hot Chili Peppers, Jack Irons, caiu nas mãos do vocalista e segurança Eddie Vedder. Ele fez as letras e gravou sua voz, impressionando os caras que o convocaram imediatamente. Convidaram o baterista Dave Krusen, e assim nasceu o Pearl Jam.

A princípio, o nome da banda seria Mookie Blaylock (um ídolo do basquete) mas, para não correrem o risco de enfrentar algum processo, mudaram para Pearl Jam – Pearl era o nome da avó de Vedder e jamming de improvisação.

Assinaram um contrato com a Epic Records, lançando em 1991 o álbum, Ten (em homenagem a Blaylock que usava a camisa 10). Não foi um sucesso imediato mas, com o estouro do Nirvana e o nascimento da cena grunge, ele emplacou hits nas rádios e na MTV como Alive, Oceans, Jeremy e Even Flow. O LP ficou mais de dois anos na parada Bilboard e amealhou 13 discos de platina.

Em seguida, o baterista Dave Krusen foi substituído por Dave Abbruzzese. Um ano depois a banda gravou o MTV Unplugged e tocou no festival itinerante Lollapalooza. Em 1993 ganharam o MTV Vídeo Music Awards de melhor banda de hard rock, melhor vídeo de grupo e vídeo do ano pelo clipe de Jeremy. Em outubro do mesmo ano lançaram o álbum Vs, que vendeu 350 mil cópias em apenas 24 horas – veio com uma capa estranha, que não trazia sequer o nome da banda.

O grupo sentiu-se desconfortável com o sucesso, recusando a proposta para gravar um vídeo da música Black, apesar da pressão da gravadora. Comportamento que se tornou recorrente, pois eles consideravam que esse conceito tirava do ouvinte a capacidade de criar suas próprias interpretações, e não queriam que as pessoas se lembrassem de suas canções como vídeos.

Travaram uma briga franca com a Ticketmaster – responsável pela confecção e venda de ingressos – quando descobriram que a empresa adicionava uma taxa ao preço das entradas. Isso os impediu de fazer quaisquer shows nos Estados Unidos por três anos, e não receberam apoio de ninguém.

Peitaram mais uma vez a gravadora lançando o álbum Vitalogy, de 1994, no formato vinil e, só depois, em CD. Nessa época, Dave Abbruzzese foi despedido do grupo, sendo substituído pelo ex-Chilli Peppers Jack Irons. Em 1995, o Pearl Jam tocou com Neil Young em seu álbum Mirror Ball, o nome da banda não aparece no disco, mas todos eles receberam créditos individuais. Em 1996, gravaram No Code e partiram para um turnê de quase dois anos, sempre com casa cheia.

Em 1998, lançaram o álbum Yeld e o primeiro registro ao vivo do grupo: Live On Two Legs, que marcou o costumeiro rodízio na bateria com a entrada do ex-batera do Soundgarden, Matt Cameron. Gravaram Last Kiss – uma canção dos anos 1960 – para o fã-clube e que acabou se tornando um grande sucesso.

A história da banda foi abalada por uma tragédia ocorrida em junho de 2000 durante a apresentação no festival de Roskilde, na Dinamarca; quando nove pessoas morreram em um tumulto. No mesmo ano, o grupo celebrou o décimo aniversário de sua primeira apresentação, em Seattle, com mais de três horas de show tocando sucessos e covers como The Kids Are Alright e Baba O’Riley, de seus heróis, o The Who.

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O Pearl Jam gravou quase todas as turnês entre 2000 e 2001 devido ao interesse dos fãs em possuir uma cópia das apresentações – no total, foram 72 álbuns ao vivo. O grupo reafirmou sua rebeldia e sua posição diante dos acontecimentos quando o vocalista Eddie Vedder criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre sua decisão de invadir o Iraque.

Após lançarem o DVD Pearl Jam at the Garden gravado em Nova York, em 2003, fizeram, no ano seguinte, o duplo Live at Benaroya Hall, uma performance acústica em prol da organização beneficente Youth Care.

“Melhor do que em Seattle”, disse Eddie Vedder sobre primeiro show do Pearl Jam em São Paulo, em 2005. Eles fizeram uma apresentação histórica e levantaram um Pacaembu praticamente lotado. Destaque para a homenagem ao finado guitarrista Johnny Ramone, quando tocaram Come Back e I Believe in Miracles.

Em 2006, saiu o álbum Pearl Jam e, em 2009, veio Backspacer. Voltaram ao Brasil em 2011, tocando para um público de todas as idades em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. No Lollapalooza Brasil 2013, a banda lançava com êxito seu décimo álbum de estúdio, Lightning Bolt.

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No retorno ao Brasil, em 2015, deram um show de solidariedade. Indignados com o trauma causado pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, eles doaram parte da renda das apresentações para as vítimas do desastre em Mariana, através do Instituto BioAtlântica (IBIO). Num discurso no Mineirão, lendo em português, Eddie Vedder cobrou uma punição severa para os responsáveis – a iniciativa instigou empresas e fundações a participar com recursos e ajuda técnica aos municípios atingidos em Minas e no Espírito Santo. Um verdadeiro gol de placa. Se já eram queridos, tornaram-se parte da nossa história.