SALA DE IMPRENSA

CBHs Rio Doce
27/07/2016

Saneamento é tema de uma das mesas de diálogo desta quarta-feira (06) no Encob

 

Com o tema: “Comitês de Bacias: a gestão das águas acontece aqui”, o XVIII Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), abordou, nessa quarta-feira (06), o Saneamento e Recursos Hídricos e a situação dos Comitês de Bacia Hidrográfica do Brasil. Esse ano, o encontro visa debater a realidade das bacias hidrográficas, a cobrança pelo uso da água e investimentos nos planos de saneamento básico.

Durante o primeiro debate, o mestre em planejamento ambiental pela Universidade Católica de Salvador, Pedro Romildo Pereira dos Santos, destacou que para melhoria dos sistemas de abastecimento e saneamento, é fundamental a implementação do Plano Nacional de Saneamento. “O plano estabelece metas para universalizar o saneamento básico até 2035, com 100% de cobertura de água e 90% de cobertura de esgotamento sanitário e algumas ações na área de drenagem”, explicou Santos.


Moção

Uma moção de apoio para a criação de uma unidade de conservação federal na região da foz do Rio Doce, sugerida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica Barra Seca e Foz do Rio Doce (CBH-Barra Seca e Foz do Rio Doce), foi tema de uma reunião entre os CBHs capixabas da Bacia na manhã dessa quarta (06). A proposta é submeter a moção ao Fórum Capixaba de comitês e, depois, apresentá-la na Assembleia Geral do Encob, em busca de apoio. “A criação da unidade de conservação será importante para ajudar no monitoramento da qualidade da água da foz, já que desde o rompimento da barragem em Mariana vivemos um cenário de inxerteza”, comenta o conselheiro Roberto Sforza.

 

Reunião Fórum Mineiro

Representantes dos Comitês mineiros que integram a Bacia do Rio Doce  participaram, juntamente com a diretora geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Maria de Fátima Chagas, da reunião do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas, realizada durante o XVIII Encob. “Um dos temas abordados foi a estruturação física e operacional dos CBHs e a importância da cobrança nas bacias que ainda não têm. Nós da Bacia do Rio Doce questionamos também o posicionamento do IGAM em relação ao contrato de gestão firmado com a nossa agência. Cobramos mais esclarecimentos para solução dos impasses”, disse Senisi Rocha, presidente do CBH-Manhuaçu e primeiro secretário adjunto do CBH-Doce.

 

Estande CBH-Doce

Quem visita o estande do CBH-Doce no Encob tem a oportunidade de conhecer os programas desenvolvidos na Bacia. Um dos destaques é o Programa de Incentivo ao Uso Racional da Água na Agricultura. A iniciativa financia, com recursos da cobrança pelo uso da água, a instalação do irrigâmetro, aparelho que ajuda na racionalização do consumo de água na irrigação. Esse ano, os visitantes também poderão conhecer a campanha de mobilização social “O Doce não morreu”, financiada com recursos doados pelo América Futebol Clube, após o rompimento da barragem em Mariana/MG. Saiba mais sobre a campanha em nosso site e não deixe de visitar nosso estande: http://www.cbhdoce.org.br/odocenaomorreu/