Antes de planejar ações de promoção à diversidade, equidade e inclusão, a organização precisa conhecer as pessoas que fazem parte dela.
Quem compõe sua equipe?
Quais são suas experiências, realidades e necessidades?
As práticas internas consideram diferentes formas de viver, trabalhar e se relacionar?
Essas perguntas ajudam a entender por que o Censo de Diversidade é uma ferramenta importante para as empresas. Mais do que reunir informações, ele permite reconhecer diferentes realidades e identificar oportunidades para construir ambientes de trabalho mais inclusivos.
Em 2026, a Prefácio realizou a segunda edição da pesquisa, uma iniciativa do Comitê de Diversidade, com apoio das lideranças e do RH. O objetivo é conhecer melhor a equipe e utilizar os dados como ponto de partida para orientar ações mais alinhadas às pessoas que fazem parte da agência.
Conhecer antes de planejar
Toda organização desenvolve políticas e formas de comunicação que refletem determinadas visões de mundo. O desafio é perceber quando essas escolhas deixam de considerar parte das pessoas.
Uma campanha interna sobre o Dia das Mães, por exemplo, pode pressupor que todas as famílias têm a mesma configuração. Uma comunicação sobre cuidados familiares pode desconsiderar quem cuida de idosos, crianças ou outros dependentes. Mesmo sem essa intenção, mensagens assim podem deixar de representar parte da equipe.
Conhecer essas realidades ajuda a identificar pontos de atenção e a planejar ações que façam sentido para diferentes pessoas.
Na Prefácio, o Censo também busca compreender aspectos relacionados às responsabilidades de cuidado, às redes de apoio e ao acolhimento no ambiente de trabalho. Essas informações ampliam o olhar sobre a equipe e ajudam a pensar em práticas que considerem as pessoas para além de suas funções profissionais.
Escuta, confiança e responsabilidade com os dados
Para que uma pesquisa como essa cumpra seu papel, não basta fazer as perguntas certas. É fundamental que as pessoas compreendam sua finalidade e se sintam seguras para participar.
Por isso, transparência e privacidade precisam fazer parte de todo o processo. Na edição de 2026 do nosso Censo, as respostas foram anônimas e o acesso às informações ficou restrito ao Comitê de Diversidade.
Também é importante considerar os limites do levantamento. Os resultados representam as pessoas que participaram da pesquisa e precisam ser analisados levando em conta o número de respondentes e as características da participação. Os dados oferecem pistas importantes, mas não devem ser interpretados sem contexto ou utilizados para fazer generalizações indevidas.
Esse cuidado fortalece a confiança e contribui para que a escuta seja uma prática contínua, não apenas uma ação pontual.
Da informação à mudança
O verdadeiro valor de uma pesquisa como essa aparece depois da coleta das respostas. É nesse momento que a organização precisa transformar o que aprendeu em ações e formas de acompanhamento.
Na Prefácio, esse trabalho é conduzido pelo Comitê de Diversidade e a proposta é utilizar os dados para identificar oportunidades de melhoria, revisar práticas, orientar iniciativas e estar sempre atento às ações internas e externas, que contribuem para um ambiente e equipe cada vez mais diversos e inclusivos.
Isso também passa pela comunicação interna. Considerar diferentes configurações familiares, relacionamentos e experiências nas mensagens produzidas é uma forma concreta de reconhecer a diversidade que existe dentro da própria equipe.
Para as organizações, esse processo exige compromisso. Conhecer as pessoas não significa que todos os desafios serão resolvidos de imediato, mas permite tomar decisões mais conscientes e estabelecer prioridades com base em informações, em vez de suposições.
O Censo de Diversidade é, portanto, um ponto de partida, porque construir um ambiente de trabalho mais justo e acolhedor começa por reconhecer quem faz parte dele.
